Como a economia da maioria dos estados continua fechada, ainda há a dificuldade de faturamento e liquidez por parte das empresas. No entanto, ainda falta a tomada de decisão sobre a prorrogação da medida — que precisa ser aprovada e anunciada até o início do próximo mês, para que possa haver planejamento dos contribuintes.
O empecilho para a União, no entanto, é a queda de receita durante o mês de junho caso o adiamento do pagamento seja aprovado. De acordo com o governo, somente com o que já foi realizado nos meses de abril e maio em relação à Cofins e ao PIS/Pasep, o déficit na receita será de R$ 30,2 bilhões. Considerando também a Contribuição Previdenciária Patronal, soma-se R$ 26,3 bilhões ao cálculo, totalizando uma queda de R$ 56,5 bilhões.
Outro obstáculo é o fato de que esperava-se o pagamento dos tributos já prorrogados ainda em 2020, porém, como o pagamento do PIS/PASEP, Cofins, e CPP deve ser feito duas vezes em agosto e outubro (valor referente ao mês corrente + mês adiado) — o que pode ser muito difícil para as empresas —, estima-se que um novo Refis será necessário. Com isso, é provável que a primeira parcela fique apenas para 2021, adicionando os R$ 56,5 bilhões ao déficit anual da União — atualmente em R$ 166,7 bilhões.
A possibilidade dos pagamentos da Cofins, do PIS/Pasep e da Contribuição Previdenciária Patronal serem adiados novamente é estudada pelo Governo. A ideia é repetir em junho o que foi feito em abril e maio — cobrando os tributos somente nos meses de agosto e outubro, a fim de conceder fôlego financeiro aos contribuintes em setembro.

